Hoje, se constitui para todos um grande desafio: a arte de fazer teologia. Mas, então, o que é realmente fazer teologia? Atrelo este questionamento às palavras do Apóstolo Pedro: “precisamos dar razões que justifiquem a nossa esperança” (1Ps 3,15). Eis o grande desafio do cristão. E isto, na esfera teológica se dá no nível do discurso religioso e espontâneo em que procuramos dar razões para a nossa fé. Também, se dá na esfera da vida testemunhal. Pois, não podemos esquecer que fazer teologia é na sua essência uma experiência de fé que deve desembocar numa vida que verdadeiramente liberta. E quando nos debruçamos a fazer uma teologia genuinamente latinoamericana é lutar e gerar na realidade sinais visíveis de vida e esperança em contraposição a todo sinal que ressoe morte ou insegurança. Tentar criar uma teologia que não leve em consideração à realidade, é um discurso teológico vazio e sem sentido. A missão da teologia é justamente dar sentido ao sem sentido da vida. A teologia, além de ser um tipo especial de exercício racional, carrega, em si, atributos especiais. Mas, não pode de maneira alguma se servir desta potencialidade e legitimar o autoritarismo nos seus discursos. Muito pelo contrário, o teólogo, é chamado para pôr-se em constante reflexão. Pois, a teologia, é fazer teológico que pensa de maneira inteligente a fé. Portanto, o teólogo, deve sempre se questionar sobre o que é que está por trás do seu discurso. O discurso teológico na sua potencialidade deve conduzir as pessoas a um profundo questionamento sobre si mesmas e sobre a sua conduta. A teologia enquanto práxis eclesial na realidade histórica, mesmo sabendo que a práxis teológica na sua totalidade não se identifica com a história, mas devem caminhar até certo ponto juntas, deve interpelar as pessoas criticamente a se comprometerem com a construção e efetivação do Reino de Deus, com o projeto do Pai. Glauco Filho,sj
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